quarta-feira, 13 de julho de 2011

Me respondam!

          Bom, nós alunos da rede estadual de ensino, principalmente do 3° ano do Ensino Médio, estamos completamente perdidos e abandonados. Há sessenta dias, professores e Governo do Estado, travam uma queda de braço interminável e nós alunos ficamos no meio do fogo cruzado.

         Sem respostas, e sem soluções das partes de quem pode decidir algo desta greve. Só escutamos falar de problemas e dúvidas da parte prejudicada, que é a nossa. Não que sejamos contra os professores cobrar seus direitos, eu pessoalmente acho justo, mas que isso, justíssimo as pessoas lutarem por seus direitos, por isso escrevo. Pergunto-me hoje, como vai ficar o ano letivo meu e de quem vai prestar vestibular?

       Os que podem pagar cursinho para usufruir de um direito que temos "sem pagar", que é o ensino público, correm o risco de ter dois prejuízos: Perder o vestibular por causa da greve e perder o dinheiro pago no cursinho.  Acredito que cursinho para ajudar o aluno a entrar na universidade não deveria  existir, é uma imoralidade. Para mim é a mesma coisa que fazer cursinho para a prova da OAB. Tem lógica? Digam-me, você anos estudando somente com o propósito de passar naquela prova, e ainda ter que fazer cursinho para te ajudar? Ou você não estudou direito, ou meu amigo, está acontecendo com você o que acontece comigo, e com milhares de alunos: ter um ensino de péssima qualidade.

      O ensino público não supre as nossas necessidades de conteúdo para poder cursar uma Universidade Federal, um sonho para uns e pesadelo para outros. Faço cursinho, assumo, e por isso minha preocupação com o desnível gigante entre cursinhos e escolas públicas do meu estado. Assuntos que eu deveria ter aprendido em três anos que gastei da minha vida, indo para a escola, gastando passagem, paciência, tempo, para não ter aula e todo ano ter uma greve nova, nunca é resolvida. No cursinho sou obrigada a aprender em nove meses, e pior e/ou melhor, aprendo.

     O que os alunos têm que fazer para ser ouvidos, e auxiliados? Abandonados pelos governos e professores... A quem devemos recorrer? Fazer greve também?! Existem ainda milhões de perguntas a se fazer sobre o assunto, mas a principal é: Como ficaremos nesta situação? Tendo alunas aos sábados ou até fevereiro de 2012? Alguns perdendo até vagas em faculdades e tendo que mudar seus planos futuros por causa de irresponsabilidade alheia?  Um ano perdido jamais será recuperado... Palavras de um professor meu, grevista.





Nenhum comentário:

Postar um comentário